segunda-feira, 5 de setembro de 2011

LOUCURA E DRAMA: A DOSE CERTA DO PERDÃO


Nota introdutória: O que aqui se lê é uma esquete.

Todo mundo tem o direito assegurado por si mesmo, de errar.
Todo mundo tem o direito de receber  a dose certa de perdão.
Pois em muitos casos, não é hora de ser perdoado.
È tempo de sofrer a dor da espada encravada da justiça;
E o fato do seu coração estar arrasado, não vai livrar a sua pena.
Mesmo que não fique entre grades materiais
Terá pra sempre que enfrentar a prisão do seu passado.
Porque em muitos casos não é tempo de ser perdoado.
É tempo de justiça.
Assim, que esta fase passa, se acaso não for reprovado,
Vem o tempo do coração ainda arrasado, mas o tempo do perdão
O primeiro deles, e o incorreto
È buscar perdão nos outros.
Mas a sabedoria, depois de muita dor,
E de portas fechadas, traz o perdão, perdoar a si mesmo
Que é o mais dificil, pois é o último estágio.
E pra chegar lá, tem que ter subido muitos degraus
E pra ter enxergado esta escada então?
Quantas vezes subir e descer, cair voltar,
E pra se manter neste degrau? Ainda mais cruel
Pois nada te garente que estando aqui, não poderá voltar.
Sozinho, sem ninguém pra te ajudar a subir de novo
Sem ninguém puder lhe dar um óculo e dizer
Veja a escada aqui tão perto
Ou quando na lama, jogar um balde de água limpa
Ou quando muito longe da realidade, um binóculo da verdade.
Porque todo ser humano tem o direito de ser perdoado.
E todo ser humano mesmo que lhe ofenda, tem o direito assegurado pela natureza: de pecar.
De errar
Eu sou a soma de todos os medos, a causa ultima e finita de toda a verdade que se mostra
Nua e crua: Eu sou humano, cheio de defeitos
Mas o pior de todos, eu sou poeta, e louco.

Parte I

Tem como essa vida ser melhor? O que está errado? Nada! Eu estou exatamente onde queria estar! Filhos lindos, um marido que me ama...um juiz com alma de poeta! Que mulher não gostaria de ser como eu? Magra, educada, inteligente...falta um silicone mas o Alberto, o Dr. Alberto sabe..o meu marido, diz que prefere assim, quem sou eu pra dizer algo?

Ando pras ruas, de comprar em compras, e tenho o escudo de que não sou burra
Sai de salão em salão, mas em casa quando o Alberto chega, sou um poço de douçura;
Estou linda, pronta pra dar o carinho que ele merece.
Seu stress, aqui estou, de lindas novas lingirie
Mesmo que ele com todo o seu excesso de trabalho, dinheiro no bolso, chegeu cansado eu não dou o braço a torcer não deixo ele procurar um terapeuta
Eu sou a terapia do meu marido: Sexual......quando procura-me a ferro e fogo
E sou quem deixa a banheira com rosas quando ele procura amor.

Aí...
As vezes eu tropeço.
Ando na rua e aquele desafortunado, me faz tropeçar com os olhos
Eu tropeço
O problema que as vezes na Tv, eu vejo
E tropeço

O problema que no meu regresso
Dos dias em que volto na cidade ver a minha mãe
Eu tropeço em cada olhar
E assim sinto pesar
(Pega a caixa)
E o fardo vem, e sinto pesar
Quem vai ajudar carregar?
Ninguém.
Os olhos dizem: Como, como pode, mas ela?
Ela...E quando duvidam, eu já não sei mais como se despir do fardo
Eu sento e aceito o peso
Não tento carregar, eu paro exatamente aonde ele quer..
Fico ali, e aceito a tempestade que vem chegando
È meu passado que vem acusando
Agora ..nã existe Alberto
Não posso ver o bebe no berço
Não tem salão
Não tem meus cursos...não tem nada
Tem o fardo...
Por onde vc quer que eu comece?
Se me acusa, eu aceito
Eu não fujo
Essas palavras que me vem não  posso com um murro calar.
Eu não posso empurrar pra longe o maldito que profere palavras imundas.
È meu passado

Ta bom!Está feliz
Você é mais um daqueles que prefere ver a minha insanidade, a minha desgraça
Por que se não, não seria vc humano
Vc é invejoso, é podre
Eu fui podre
Eu fui...
Mas agora volto a ser...
Essa fardo que não deixa esquecer
Talvez a solução seja entrar na caixa
E mergulhar nas palavras que a matéria morta do papelão tem pra dizer
Fale tudo o que quiser não tem como, não suportar
Pois é verdade tudo o que ele diz
Eu já vivi.
Eu fiz o que fiz.
E deixar o passado falar, é a melhor forma de encontrar novas ideias
Pra um novo texto o que vc acha?
Deixe entãooo o passado gritar
Por onde vc quer que eu comece...
Não tem escapatória...
Já vestiu em mim
Não desamarra
Vamos pelo inicio
De comovim pro mundo

Minha mãe foi daquelas parideiras de primeira
Quando sentiu o nono mês e minha cabeça cutucando por baixo
Agachou e de cocar plaft
Me jogo no mundo

Eu já tinha ouvido muita coisa la dentro daquela caverna
Mas achava q um dia sairia dali
E realmente o feto fato veio
E tinha algo pior que a caverna o rosto dela

De todos os tapas que ela me dava no rosto quando não sei o que eu fazia no seio dela
Mordia sei la..um bebe tão incoveniente
O primeiro dia, me trouxe espanto
Sai da vagina daquela mulher, e não pude ficar entre os porcos
Por que ali naquela quitanda de cidade pequena, o vizinho açougueiro
Não podia aceitar a sujeira que faria se os porcos estraçalhassem meu corpo
Imagine a sujeira
Então fikei numa caixa,
Como esta
Como quem rasga um bife
Ela cortou o cordão
E la eu esperei

Sempre, desde a caverna soube calar
E sempre achei uma trilha sonora

A do nascimento escuta essa:

No dia em que eu apareci no mundo
Juntou uma porção de vagabundo
Da orgia
De noite tinha samba e batucada

Ow e como tinha batucada
Minha mãe dando pra todo mundo
Eu não sabia se era festa do bairro ou festa de família
Pois todos os rostos eram tão familiares
As vezes até os bandido da vila me confundiam e me obrigavam a chamar de pai
E me batiam quando ela dizia
Gregóriooooo essa não é Aninha....Sai de perto...Essa é filha de João!
E eu levava o tapa, sempre no rosto
Por isso tenho essas cara pálida
Te tantos tapas o sangue não corre mais.
E de canto eu via o samba correndo
Era o que tinha de bom ali.........

A musica adormecia qualquer dor
E me fazia sentir um beslicão no peito
Que coçava, era meu coração
Mas não sabia do nome não
Era o beliscão no peito

Engraçada que um dia minha mãe
Parou de ir no samba juntou os muleques pequenos em casa
Os que ainda eram de peito
Mandou embora os que já podia pedir na rua
Que traficassem as meninas que se prostituíssem
Porque minha mãe sempre ensinou
Que o pau seja a ordem na selva
E que as chanas dêem prazem, mas que seja por grana

Eu não sabia de nada
O Juvenal foi morar lá em casa
E ela disse: filha este tenho quase certeza é seu pai, só pode ser tem pés tortos como o seu
O juvenal sempre dava um jeito de arrumar uns bico na roça
Minha mãe parou com os programa, e até saímos do papelão
Agora nossa casa de chão batido
Tinha até um teto
E um cachorro amarrado na corda
Este luxo todo so podia ser o esforço do juvenal, e da minha mãe
Que orgulho tinha deles
A gente parecia aquelas famílias da Tv
Felizes, completo
Era muito difícil o Juvenal espancar minha mãe
As crianças ganhavam tanta comida na rua
Vivam trazendo trocado
Mas eu como cuidava da casa, da roupa, pouca q tinha
Com a minha inteligência de fazer sabão
Sabia fazer uma sopa de farelo de mandioca
Que durava um mês
Era só não por tempeiro
Mas um dia no meu aniversário de 8 anos
O juvenal, nem minha mãe nem meus irmãos
Sabiam de nada,
Mas eu lembrava
Ouvi um dia a moça do conselho tutelar falar o dia que eu nasci
Eu sempre soube que aquele seria pra sempre meu aniversário
E naquela tarde de agosto
Minha mãe demorou pra chegar da roça
E o juvenal me puxou pelos cabelos
Me levou no fundo da casa e disse que se eu abrisse a boca
Me estoraria os dentes e enfiava a faca por baixo
Rançou minha roupa
E numa to fraterno como um pai
Me fez de filha mulher
Eu fiz um escândalo silencioso
Quando abri  a boca seca
E senti o sexo dele
Vi que a urina de homem tem o mesmo cheiro da urina da mulher
Mas não conhecia o gosto

AAAAAAAAAAAa esse é o primeiro fardo
Esse é o mais pesado
Eu não consigo sair daki
Eu me perco
Eu me perco

Agora vem o segundo
Eu não vou impedir que venha
Porque depois de sentir o gosto da urina dos homens
Ficou tudo mais fácil

Fui pra cidade
Cansei de lavar roupa e fugir do Juvenal
Ele começou com umas ideias de introduzir objetos que doíam de mais
Eu cansei de lavar roupa
E fui pra cidade
Que vida boa,
Quando não saiam férias em baixo
Eu arrumava um troco
Não tinha pra ninguém eu conseguia pagar tudo o que precisasse
Eu podia comer alem do arroz, o feijão.

Mas tinha dias que aquele lugar do peito que beliscava
Agora saltava pela boca com um gosto amargo
Era um féu
E vinha na minha cabeça sempre a mesma imagem da mãe, do pai, da família
E doía e como doía
Quando doía assim podia saber
Eu não conseguia dinheiro nenhum
Ficava la no beco com a mulecada cherando cola
A que lembraça da cola...quanto vomito vazio
Depois da cola o peito continuava apenas ardendo
Ajuda muito
Ai veio o pó
Por que doía o peito e eu tinha que trabalhar
Mas depois do pó veio a pedra
E da pedra...
Eu me perdi agora
Nem lembrava de peito que doía
Não lembrava das dores que o juvenal me fez um dia sentir
Do gosto da urina de nada
Da fome, da sujeira dos lugares que dormia
Eu robava relógio de menina burra
Rondava pelas faculdades
E era bolsa, notebook, celular
Não precisava dar pra ninguém
Pq afinal até de fazer xixi já doía

Mas ai um dia não deu pra carregar mais meu corpo
Eu ali caí ali fiquei
E acordei no hospital toda rasgada, furada
Eu não sei o que aconteceu
Veio um cara de branco e me deixo aki
A confusão da minha cabeça se acalmava com a dor no corpo

Veio o Miguel, e lavou meu corpo
Foi tirando a terra das unhas
Me lavando e quando doía me dava remedio
Eu dormi num colchão
Numa cama limpa







segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Escrever, escrevendo...


Hoje eu não preciso mais estar triste pra escrever
Eu não preciso sertir dor
Eu sei que a palavra é a minha força
E dela vou sobreviver

Mesmo que eles mudem o olhar
Pra algo que demonstra
Olha a estranha
Eu não mais olho pra baixo
Eu os encaro de frente.

Alguns dizem
Está sozinha vai perder
È apenas o poder, e vc não tem que querer
Mas deus me deu voz, me deu bossa
Me deu samba e me fez gritar
Enquanto a língua descrever a escrita vou usar

Mesmo que eles tirem de mim o alimento
Eu não vou parar de pensar
Mesmo que quando eu grite
Eles tapem meus lábios dizendo que este tempo já passou
O ditador não existe mais
Eu ainda vejo na sala de aula professor querendo calar
Eu quero dar um destino pra minha educação

Se dizem que sou fraco
Tenho comigo mais de milhões
Dos que não tem água na escola
Do que não comida e pedem esmola
Eles não sabem
Mas estão comigo
Toda vez q os vejo sinto que são como são
A minha miséria eu venci
A minha ignorância eu reconheci
Mais ainda falta
Por que eternamente vou buscando.

Não penso em fazer a diferença
Só quero mostrar o que existe esta escondido
Meu amigo, aquele ali da rua? Não é maltrapilho
É alienado,
Se eu busco com todas as forças, caio!
Por que ele deve manter-se de pé?
Se eu busco com toda sensatez,
Busco força na pílula
Por que ele não pode usar a droga maldita?
}Quem vai poder?
Quem vai querer um dia olhar pro povo?
Quando vamos parar de ganhar dinheiro com a nossa miséria
Nunca vai existir liberdade enquanto exitir a pobreza
A pobreza que leva o ser humano esquecer que é gente
A pobreza que leva pra longe a esperança
A pobreza que não futuro
A pobreza..
E agora quem vai cuidar das minhas crianças?

Eu quando me perdi,
Dizem que foi fase
Mas há quem disse que não há o que fizessem para que passasse
Mas passou, pq não estava mergulhada na pobreza, tinha muito pão
Mas e quem não tem pão?
È fase?
E quem se perde, quem vai buscar?
De todos que não me queriam, já era um vaso feio
Alguém buscou e lustrou
Hoje venho aceitando a minha missão de oleiro
Mas quantos desses tem no mundo?
Quanto oleiros?Pra mil vasos quebrados
Uma população de cacos

Você chega la em cima
Vê que existe mais gente querendo quebrar os vasos
Se aproveitar dos cacos pra fazer arte
Do que ajudar aquele vaso se reerguer

De toda minha ignorância
De toda minha arrogância que só um dia quis sofrer, morrer
Hoje quer a qualquer custo viver
E pra isso precisa mostrar pro vizinho que ele também precisa querer
Não adianta pra mim, viver sozinha!
Não tem porque!
Eu quero a sensação de viver em comunidade
Eu quero a, liberdade de olhar nos olhos e me ver em você
Eu quero a minha tribo livre
Eu não sei, dormir, descansar e esquecer de você que não sabe o que é paz
Eu quero viver dentro do coração de cada criança
Talvez eu não possa ser tão útil como um tijolo
Nem tão importante como o cimento
Mas eu posso traduzir em palavras o que
Sozinha muitas vezes se fazem lagrimas
Eu quero viver no coração de cada criança
Eu quero ser a mãe do mundo
Mãe dos filhos que ainda não foram paridos
Mãe dos deabrigado
Meu coração vai explodir
E que jorre sangue na face dos malditos
Que fazem sofrer, que se aproveitam da miséria
Eu cansei de brincar de fazer educação
De ganhar dinheiro com a única coisa que existe como salvação

SEXO NA PRIMEIRA NOITE: A CIDADE DO JACARÉ.

Eu quero que você leia esta poesia, porque não vou gastar nenhum minuto do precioso tempo que tenho com você pra falar nisto. Você que leia e entenda. Se não entender, só pode ser o seu humor objetivo, claro e conciso que lhe fez pensar: Será que é pra mim? Pois entenda, não é pra você, eu não vivo pra você: É apenas uma parte de mim, mulher, que informa uma parte de você, homem, como símbolo de toda a humanidade, neste caso masculina. Então prossigo...
Além de começar a editar minhas poesias, colocando todos os títulos em maiúsculo, Agora estou aprendendo a ver o sexo de forma instrumental, menos emocional..
A minha psicóloga que se cuide, já cuidei de trocá-la pelas palavras faz muito tempo

Ler esta poesia, já advirto: Será como descer uma rua
Não digo uma montanha russa, pois admito, não tem tanta emoção
Ultimamente sou apenas uma rua, ora com curvas, ora com buracos
Mas também ruas tranqüilas, por entre bosques e mulheres caminhando.
Descobri que não posso buscar prazer onde sei que vou encontrar.
Repito: Descobri que não posso buscar prazer onde sei que vou encontrar.
Leia, e pare uns segundos pensando onde nisto vai chegar. E assim prossiga.
Descobri que o prazer é um “negócio”. Tanto lucrativo, como uma coisa.
Descobri que pra te ter, tenho que fazer do prazer um negocio.
Não me é permitido fazer amor na primeira vista.
Mesmo que o calor faça com que minhas roupas caiam no chão.
Eu não posso.
Antes com certeza eu diria: Machismo, machismo!
Mas hoje vi, o quanto fui burra! E descobri a causa de muitas dúvidas!
Eles somem, eles aparecem às vezes, sabem porque?
Por causa do sexo!
Malditos!

Mesmo que uma mulher, numa sexta feira, saia pra beber com as amigas
E no auge da madrugada, na melhor música da balada, saia dar uma volta pra poder falar melhor com ele, sem o barulho e tudo mais, e o amasso fique mais quente...
Mulher como mente!
È as espertas mentem!
Sabem o que devemos fazer?
Morrer de prazer sozinha em casa!
Não, não pode!
Eu não sei se caberá tantas exclamações! -!-!-!

Neste poema falta analogias, como sempre escrevi
Falta simbolismo, falta comparação
Os versos estão crus,
Como a minha vida
Eu sou cru, no dia a dia
Eu não sei fazer rodeios
Se odeio, odeio
Se sinto, eu sinto
Se fico com raiva, explodo
Mas se morro, ai se um dia eu morro...
Mas agora não tem essa de dizer que vai morrer e por isto estou com pressa
Olha a que ponto cheguei...
Tenho deixado pra escrever a amanhã o verso que sinto hoje...
Tenho colaborado com o acúmulo de gordura adiposa na pele cheirosa
Que insiste em engordar..
Olha, a poesia voltou a ser simbólica..
Mas isto só pra enrolar,
Eu tenho mesmo que voltar naquele assunto, lá de cima.

De você em cima de mim
Eu embaixo, sabe?
É to falando disto mesmo, do sexo
Que você diz que relaxa..
Vê se pode?
Relaxa, só isso.
Eu ainda naquela sintonia de amor.
Mas como posso admitir que faço amor, no calor do primeiro encontro.
Quantos julgamentos sinto no ar
Quantas palavras sobre mim podem rolar
O humor da cidade pequena não pode entender o lirismo da poesia
Acusam-me nas ruas: è ela, é ela
Dizem no livro da face: O mural da sua vadiagem!
Eu não preciso de meses pra amar
Eu tenho amor no brilho dos olhos,
Não é todo mundo que tem esta pupila meu jovem! Quanta íris!

Quando chego perto, já estou te pesquisando muito tempo de longe
Quando nossas palavras virtuais se trocam
Já lhe tenho observado há muito tempo.
Talvez você fique com medo... psicopatia?
E ainda mais eu ,que exagero na simpatia sempre
Não tenho tempo de lhe mostrar um pouco de mim
Nossos relógios estão diferentes,
O tempo já passou faz muito tempo
E o seu começou a funcionar agora de pouco
E eu, com minha eterna pressa, não sei se vou poder esperar
Odeio relacionamento, aíí ser humano, queria te eliminar.
Mas eu amo, infelizmente amo.
Amo, que palavra forte.Que bizarro.
Você com seus amigos tiram sarro.

A tecla voltar do notebook não funciona.
Mas eu não insisto em te procurar
Se em toda esta minha confusão, tiver que em qualquer momento escolher:
Fico sozinha, feliz com a minha pessoa.
Minha poesia não me larga
Sei que você como eu, não sabe o que quer
Eu quero me embebedar de toda esta confusão vazia e confusa;

Não permito escorrer lagrimas, esta baboseira toda
Sei que cada pensamento seu que eu gostaria de estar
E encontro mais mil mulheres
Assim cresço um centímetro
Por isto já mandei reformar minha casa
Pois o teto some no céu...
Eu cresço nesta sua casa vazia de alma
Eu continuo cheia, nada me faz esquecer que existe um mundo lá fora
Fora deste coração, que está muito inteligente
Era pra ser julgada?Morrer de vergonha?

Sinto muito, cidade do jacaré, mas de pequeno aqui, só o zinho, do seu nomezinho.
Eu fico grande, muito grande, toda vez que alguém não me quer.
Continuo com um belo guarda roupa, parcelado e comprado com o suor do aluguel das bolsas.
E pra que isto não me baste e eu fique vazia: continuo com as prateleiras cheia dos livros que ainda não escrevi, e do marx que penetra minhas ideias, pra dizer: consuma o amor, luta pela classe das mulheres, na produção dos fatos incoerentes da vida e é claro na mais valia do sexo.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Desejos derradeiro


Desejos derradeiros

Vc achava que pra me fazer feliz era so tentar me convencer com suas poucas palavras
Eu pensava que estava tudo bem
Que eu estava errada
Que meu cabelo não combinava
Mas era todo o meu corpo que estava no lugar errado

Eu ouvia vozes que ecoavam tristes palavras
Eu tampava meus ouvidos e corria pra bem longe
Mas foi indo que elas me perseguiam até debaixo d´agua
Então encarei aquela voz assustadora
Fui até a beira do abismo e me permiti ouvir

Me deparei com o terror
Mas encarei
O vento gelado correu meus lábios
Eu fiquei firme, estática
Abri meus ouvidos e ela veio
A voz tornou-se mais aterradora quando tornou-se doce
Quando permite que tocasse meu rosto
Senti o seu cheiro doce
Ela pediu que eu saísse imediatamente do abismo
Pois o meu terror era o perigo que vinha

Era a morte vindo me buscar
Eu corri pra um lugar seguro e encontrei uma sala de espelhos
Por qualquer lugar que olhasse eu via meu reflexo
Me dava mais medo do que a morte
Quando escolhi um foco
Olhei nos meus próprios e me encarei
A morte encontou do meu lado
Eu disse a ela que era bem vinda
Ela sentou-se ao meu lado
Abriu meu espartilho
                          E nua fez-me rir                             
Em nossas gargalhadas
Acordamos o desejo
E fizemos amor eu e a morte
O orgasmo fatal de toda a minha paixão.

Passaro Triste


Pássaro triste

Hoje acordei estranha
Como se tivesse um plano que nem eu soubesse
Eu gostei e comecei a pensar a respeito
Talvez eu deva volta alguns degraus
Se vc escapasse da jaula que te prendi
Eu não sei o que faria
Eu preciso entender que vc não é meu,
Esssa é uma verdade
Quando eu vi que vc não sabia desta verdade
Coloquei mais uma corda
Mas mesmo te prendendo eu te perdi
Vc não pode escapar da minha loucura
Eu já não reconheço meu rosto
Eu perdi minha face na bagunça do meu quarto
Não me reconheço nas fotos
Eu perdi a chave da sua gaiola
Eu resolvi te dar uma chance
Mas então...
Você fugiu...
E ao invez de me aprontar uma armadilha
Você foi buscar flores
E voltou com chocolate
Eu pulei no buraco cavei minha cova
E adormeci sob a terra
Chovia e eu bebia do barro da minha maldade
Da crueldade de ter prendido você
Mas as vezes eu acho que é alguém aqui do lado
Ditando cada palavra que pra eu possa sobreviver
E beber uma água límpida
O gosto do barro
Fez o efeito contrario do veneno do seu doce chocolate
Eu ali mesmo adormeci
Cavei minha própria cova
E você depois jogou as rosas
E voou livre.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Epifania


                                               É epifania....?

Eu cisnei negra
Ontem cisnei branco
Hoje não preciso dos homens
Este tem sido  meu hino
Mas eu não preciso
Eles são apenas meu complemento
Tão jovem senti o véu da loucura tocar suavemente meu rosto
Mas quando olhei no espelho era vidro
E me cortava
Jorrava sangue eu me esfregava ao chão saboreando

                                                                     Minha dor
                                                                              Eu senti o sabor do meu sangue
E este sabora não se esquece
                                            Hoje quando vejo ferir
Sei do cheiro
                             E sei fugir.

Homens querem sangue?
Não eles apenas sabem do segredo
Eu não sabia.
Eu só tenho agradecer a todos eles
Hoje vivo em sua companhia e os amo
Meus homens todos meus queridos, amigos.
Eles que me ensinam tudo que apenas um homem pode ver
E tiram as mascaras da minha fragilidade feminina

Mas quando vêem o quanto realmente aprendi
Fogem
Mas dái, ficam apenas os mais fortes como eu.
De tanto sangrar, de mês em mês
De ver jorrar no chuveiro, nos modes, na cama

E até muitas vezes no sexo dos homens que não resistem e mesmo assim me querem, sangrando...

                                 Esse meu sangue que todo mês me enoja, e me excita

Tenho certeza que seus olhos de leitor agora sentem medo
Mas também sentem tezão.
Talves você não me queira ver sangrar
Mas este meu sangue já se tornou meu corpo nu.
Que você pode, mas não pode, quem sabe uma dia...nunca terá.
Este corpo é só meu.

Se eu algum dia lhe doei
Foi por prazer
Agora não me venha lembrar das putas!
Eu já disse que agradeço a elas, e tenho muito a aprender

Cisnei branco...Cisnei branco suja-se facilmente
O negro, é muito fácil enganar, de longe nem percebemos se esta sujo ou  não.
Mas o empata um cisnei branco púrpuro e um cisnei negro brilhante
Assom deixo viver em mim, os dois cisnei

                                                                                Hoje?Cisnei negro

Estou em meus pedaços, aqui no meu quarto juntado os cacos de mim
Mas sorrindo....enão estou sangrando...Pego cada caco com a pinça, que a minha mãe me deu...Essa pinça sempre esta comigo quando eu fico em pedacinho cortantes...
Dessa vez, você ouviu o barulho la de cima e desceu me ajudar a catar
Eu não te dei a pinça....e você morreu,
A pinça é só minha, eu não chamo ninguém pra catar meus pedaços
Seria estranho ela pegar os pedaços da perna, ele pegar os pedaços do braço

Como não sabem nada de mim, poderiam trocar os pedaços
Só eu sei de cada caquinho...
Apenas  hoje, quando cisnei branco me vi...achei que estava no palco, eu e Tchackosvik me senti, brilhei e reluzi

Senti o mundo em mim, mas era apenas a platéia, e ali não estava nem uim terço da cidade.



Eu, dancei e achei que o mundo era pra mim
Eu me vi no palco sozinha, e não senti a falta da tua companhia
Nem de aplauso,.,,,eu sou um poeta louco e só, e só
E só, e só.......a loucura é que e basta a mim, meus cacos...eu tenho muito o que fazer são tantos pra pegar

Eu sei que o mundo assiste, mas sei que eu vejo o mundo, e que nunca é todo mundo, é sempre um pedaço
Eu não posso ver o mundo
Eu não posso ver todo mundo
A minha visão cessaria
Eu enloqueceria se veria
Pois não faz parte da minha missão
Alias, dos meus sentidos tão reduzidos

                                                                         Esta é a cisnei branca.
Agora venho lhe dizer
Que o mundo é meu e vc não tem que querer
Duas dentro de uma mulher]
Uma diz direita outra diz esquerda
Mas as duas dizem O MUNDO É MEU

Uma logo se afaga no primeiro braço que ver
E diz que o mundo não é assim tão grande e se fosse não poderia ver
A outra...a outra?Que hoje sou eu, que estou agora?
Esta diz que o mundo inteiro é dela e pronto, ninguém tira, e se morrer
Poderá atravessar cada continente num passo
Aos gritos berra entre os crentes
Se o céu for um jardim...O Deus como mente!
O céu é o unverso inexplorado da minha insensatez
Eu quero o orgamo dos porcos...
Totalmente sozinha
Eu seguro minha loucura
Aprendi....que quando a onda vem tenho que surfar
E a loucura mando ficar, eu não só enfrento como gozo e me aproveito dela
Antes sentia medo, agora enfrento, olha ela aqui traduzida em desejos
Eu não sou rivotril...acordo alguns dias lexapro]
Mas sou eu, mesmo com toda esta química
Eu sou cada pedaço que só eu sei pegar do chão
Estae vaso de porcelana viajou no tempo, virou de barro, e se o quebro?Agua o torna vivo de novo, e pra cada pedaço que perdo, eu pego mais barro e remonto, desmonto, eu juro que tanta loucura só pode servir em mim.
Ontem ele me disse que de todos aqueles no bar
Eu ganhei em loucura
Ele me disse também que isso era estranho
Eu lhe falei que ele ñão agüentaria comigo
Ele sentiu o nó, dizendo que eu despertara o havia de ruim nele
Eu disse que ele apenas conhecera o que havia de negro em mim
Subi nas cadeiras e voei, voei, cisnei negr dá seus passos lento
Sem pedir compaixão, nem esperando milagres,
Cisnei negro apenas quer prazer
Quer te ver sofrer, não fazer sofrer...porque ainda nela vive o branco.

sábado, 18 de junho de 2011

O que te falta?


Quando algo no faz sofrer procuramos ser reconhecido, a dor faz parte do ego sendo enrijecido
Dentro de mim não mora mais a revolta, mas sim a reflexão.
Pensei, pensei e passei a procurar um modo de dominar as paixões.
Alguns concordam com esta necessidade, mas tornam-se frios,

Eu sou um tsunami de impulsividade, minhas paixões dominam minhas ações,
eu sou o que sinto.
Amanhã posso não sentir mais o que sinto hoje.
Não me arrependo do que fiz, e não planejo meus passos,

Meus amores são minhas paixões materializadas,
Me apaixono, por cada um que tenho nos braços,
Não faço nada sem ter a certeza de que sinto,

Se eles então, se vão,
Eu fico com a dor silenciosa,
e com um enorme prazer de que outra paixão virá, e que será melhor começar tudo de novo

A minha ansiedade apenas quer, quer, e de mim requer todos os prazeres
Eu me esquivo, me livro, me solto, eu não me prendo a dor.
A ansiedade traz o desejo do amanhã, e meu coração a certeza de que sempre amarei aquilo que virá

O novo, o novo, o novo, fez do velho pura insensatez.
A experiência de vê-lo indo não me trouxe vazio, mas sim a liberdade...
            Hoje você me procura como quem não sabe o que quer...

Quer que eu sinta pena das palavras que você me diz...
Mas eu não sou cruel, eu sou fiel aos meus pensamentos e sentimentos
Se eu não fosse alguem guiada pelas paixões eu beija-lo-ia por pena.

No passado também senti o nó górgio da dor.
                                          A dor de amadurecer...

Mas se chega lá....è muito mais prazeroso, o desapego em viver sonhando....

Meus pés estão ao chão, mas não mais colados,
eu peço perdão mas você esta isolado da verdade que o cerca: você vive no mundo, mas o mundo não é seu.

Eu não sou sua, eu não sou do mundo, sou apenas moradora deste corpo fisico, faço deste alojamento material minha morada, mas quem eu sou?
                      Meus pensamentos...e eles mudam, crescem...

Assim, sinto-me livre, mas lembro-me de que existem as paixões, e fico com dúvida se ela vem da alma ou do corpo. A paixão em orgasmos, a paixão em medo, a paixão em ser lirico.

Ontem passarinho apareceu depois de uma tempestade, e ainda me mostrou um lugar na floresta intacto. 

                   Como se o vento não tivesse passado por lá.

Mas chegando no local, havia hora marcada, porque nem a floresta fica ilesa da ocorrência do sol, que de manhã torna a voltar, de tarde some...E assim marca o tempo, até para os outros animais.

La dentro desta floresta não esperei o passarinho me trazer de volta, eu fui procurar uma trilha,
encontrei bichos que nunca tinha visto, o mais surpreendente de todos eles, era uma imagem no rio.

                            Era meu reflexo que eu não reconheci.

Pensei que poderia ser a pressa de partir, pensei que poderia ser o vento que vinha, o medo da proxima tempestade, mas era falta de ar.

                                                                     falta, falta, falta, falta, falta.
Sempre falta...

sábado, 11 de junho de 2011

SENSAÇÃO DE ETERNIDADE

Talvez eu tenha aprendido que tentar prever o amanhã não é parapisocologico nem provável.
Que a cartomante me deu possibilidades e que se eu fizer um caminho inverso o tarólogo dirá o contrario.
Futuro.
Futuro.
Ele começou ontem.
Alias quando eu nasci.
Ontem quando na conversa com o Pierro inocente.
Fiz-me de crente de que aquele tem muito por assumir.
A verdade não aparece na soma dos anos.
Fiz-me e fizeram-me quase 22,e ainda tenho mto fardo que a sombra do tempo veio acumulando.
E vai de mim o cotorno que venho dando.
Se fosse pra extingui-la de vez,assumiria,pois no contrato que fiz de assinatura definitva o tempo prometeu que em troca da dor,daria o codinome aprendiz,e pra eu que sonho,vivo penso futuro quem em breve... codinome: beija flor.
A dor vai passando e pra cada funeral de magoa enterrada recebo mil flores.

A vida Margarida,só pode ser uma missão.
Definitivamente não se trata de degraus.
Escada é coisa feita pelo homem para ter espaço no andar acima.
Ou tu me cotradiz,que escada seja para poder ver do alto.
Mas não há escada alguma que se compare com a vista de cima de um grande monte.
Por isso afirmo,a vida é uma missão,e dela vou decindindo caminhos que me levam a trilhas e estradas diversas que muitos não se dão contas.
Não,não existe destino.
Eu optei pelo caminho de flores,mas não contei que elas num forte verão sem chuva,podem murchar
.E com isso aprendi o caminho do rio e pude rega-la e elas continuaram a florir.
So que para isso outrora já havia me perdido e só então descoberto,este rio salvador.
Tenho medo do que não conheço,antropológico confirma esta minha sensação.
Mais sei que se nascesse e recebesse o manual catalogado em versos e capítulos de  cada passo e conseqüência minha,seria ignomínia dizer que teria atração.
Á vida um brinde!
Pra cada descoberta,ao meu viver,meu aprender,e a cada juízo que ganho um prazer maior,nesta estrada não vejo final mas uma infinidade de caminho,e se ganho juízos por aprender tal qual aqui e ali,escuto o que dizem,e que ela chama-se juízo final.
A morte não pode ser banal.
E nesta manhã chuvosa,mesmo quando ontem não fora dia de gloria,fico firme na sensação de que viver é muito bom.
Não desgrudo deste corpo meu tão cedo,
me instiga o coração,
palpita meu peito,
não de ansiedade 
Mas como que se tivessem me dado uma grande luneta para a noite E um binóculo para o dia.
E ferramentas para construir meu microcospio.
Pois esta verdade sempre esteve perto de mim,
e eu achando-a pequena,
Não me dei conta.
Fico breve e sinto-me eterna.

FERNANDO EM PESSOA

Peito estribuchado ansiedade generalizada,amor em conflito

   E maldito todas são     minhas idéias.
                                   Tenho medo da semana  que vem,     
do tempo que passa.

              Ontem o medico e a paciente 
não pediam cura
nem podiam curar
Os dois tinham que o tempo enfrentar,
e eu banhada da fonte jovial,
Tinha o medo que não podia compartilhar.

Ontem sonhei que no pátio da casa,
haviam livros meus espalhados por toda a casa,
E na capa dele o titulo dizia:                                                                        O guardador de rebanhos.
Como se Pessoa aparece como Fernando em meus sonhos,
acordei e me joguei nas procurar das palavras de um homem que em muitas faces tem tudo a me dizer.

IMPULSO? ME VOU, ME FUI EU VOU


Odeio ver as linhas correndo
As paginas fluindo,pois ai vou vendo como a vida é realmente um fio,
Uma linha é um fio.

E ela vai indo como a vida,como o tempo que não existe que dizem que passa
O pior é que ele não passa,a gente é que passa.
A velhice criou o tempo.A criança fez criar o amor,
E o adulto,este sente-se buscando.
Pra depois ver que na verdade esta parando,
parando que sua energia vai cessando.

Não vou permitir em uma pagina sequer descarregar os raios cinzas e negros   Vou debruçar-me apenas em luzes azuis e amarelas,
porque delas vejo como voltam a mim.Cada palavra dita é um verso vivido.
Como posso eu então permitir que leiam minhas palavras.
Elas saem da alma,o que  e doe não pode ser lido e nem chachota.
Tem de ser de mim pra mim,Eita desejo de solidão!
Faz-me cessar o impulso,os impulsos qualquer impulsos.Então me vou.
___________________

INSEGURANÇA

O mais difícil de tudo é não ter aonde firmar os pés.
O mais difícil de tudo é não ter chão para os pés.
O mais triste de tudo é estar no tão sonhado céu 
E morrer de medo de altura.

Talvez eu deva logo escrever um livro pra morar nele uns tempos.

Pois criando minha historia serei-me personagem e crianção,pois como nesta lida crio a palavra que dito,e por ser dito meu posso criar.
Assim como a um alguém uma vida posso dar.Basta uma historia criar.

TÉDIO


O que?
Tudo o que passa nesta,vida e se esconde da gente,no olhar.
Que a gente finge que vê mas não vê, e que quando vê sente que já viu tudo,e que quando Pensa,senta pra sentar e ver de novo o mundo que passa.
Pois em cada coisas que se passe um momento ou um segundo,
já se vive o bastante pra dar a volta no mundo,saindo sim do lugar,
só com a mente,que mesmo cansada não deiste,
e que a cada 11horas vai dormir.

POR ENTRE PALAVRAS E MILAGRES


Procuro não por infinito em minhas palavras
Pois nenhuma delas consegue dizer
O que pode estar na mente,
que não sai do que mais mente
De que sente,
e de que este vem do coração.
Vem das idéias,
das soluções,e dos problemas
Pq resolvo o que tenho que fazer
Todas as vezes
que me desvencilho de você
Pois aqui esta mais frio que a Sibéria
E toda vez que te olho mudo de idéia
Mas hoje foi diferente a idéia veio,tocou
Não a reconheci,
e quando exposta e nela posta
Um pouco de mim, puta, sedenta pelo frenesi, através das tempestades do mar
Tirar o pouco que resta de correto
E me perder em todas as palavras que nascem,
Porque me mim existem milhões de vozes,falsas e verdadeiras.
Mas pra não forçar dizendo que a mesma fosse derradeira,
Eu pra mim,e ela pra vc leitor brincas com as palavras
E vê na lida,o milagre da comunicação.
Eu posso através do meu dito,te fazer sentir como quem sente
E de cada verso meu,reconheces o teu santo sepulcro
Que de imediato vela a tua imagem,daquela cara que vc tinha.
E pro retrato mandam a vida,a fotografia do retrato,o prato daquela foto.
Ai de mim,se não dizer do que eu mesmo trato no trato da vã filosofia da gramática.
Ai de cada linha que não tenho pedaço de mim,
Ou como penso as vezes,inicio.
Pois de uma frase bendita colho muitas sementes secas,que não alimentam ninguém.
È estranho.
Mas é real.
E é triste.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

A fase do cordel


Cordel que deixou a Rede Globo e Pedro Bial indignados
               
                          BIG BROTHER BRASIL  
 
                                Curtir o Pedro Bial
                                E sentir tanta alegria
                                É sinal de que vocź
                                O mau-gosto aprecia
                                Dį valor ao que é banal
                                É preguiēoso mental
                                E adora baixaria.

                                Hį muito tempo nćo vejo
                                Um programa tćo fuleiro
                                Produzido pela Globo
                                Visando Ibope e dinheiro
                                Que além de alienar
                                Vai por certo atrofiar
                                A mente do brasileiro.

                                Me refiro ao brasileiro
                                Que estį em formaēćo
                                E precisa evoluir
                                Através da Educaēćo
                                Mas se torna um refém
                                Iletrado, zé-ninguém
                                Um escravo da ilusćo.

                                Em frente ą televisćo
                                Lį estį toda a famķlia
                                Longe da realidade
                                Onde a bobagem fervilha
                                Nćo sabendo essa gente
                                Desprovida e inocente
                                Desta enorme armadilha.

                                Cuidado, Pedro Bial
                                Chega de esculhambaēćo
                                Respeite o trabalhador
                                Dessa sofrida Naēćo
                                Deixe de chamar de heróis
                                Essas girls e esses boys
                                Que tźm cara de bundćo.

                                O seu pai e a sua mće,
                                Querido Pedro Bial,
                                Sćo verdadeiros heróis
                                E merecem nosso aval
                                Pois tiveram que lutar
                                Pra manter e te educar
                                Com esforēo especial.

                                Muitos jį se sentem mal
                                Com seu discurso vazio.
                                Pessoas inteligentes
                                Se enchem de calafrio
                                Porque quando vocź fala
                                A sua palavra é bala
                                A ferir o nosso brio.

                                Um paķs como Brasil
                                Carente de educaēćo
                                Precisa de gente grande
                                Para dar boa liēćo
                                Mas vocź na rede Globo
                                Faz esse papel de bobo
                                Enganando a Naēćo.

                                Respeite, Pedro Bienal
                                Nosso povo brasileiro
                                Que acorda de madrugada
                                E trabalha o dia inteiro
                                Dar muito duro, anda rouco
                                Paga impostos, ganha pouco:
                                Povo HERÓI, povo guerreiro.

                                Enquanto a sociedade
                                Neste momento atual
                                Se preocupa com a crise
                                Econōmica e social
                                Vocź precisa entender
                                Que queremos aprender
                                Algo sério - nćo banal.

                                Esse programa da Globo
                                Vem nos mostrar sem engano
                                Que tudo que ali ocorre
                                Parece um zoológico humano
                                Onde impera a esperteza
                                A malandragem, a baixeza:
                                Um cenįrio sub-humano.

                                A moral e a inteligźncia
                                Nćo sćo mais valorizadas.
                                Os heróis protagonizam
                                Um mundo de palhaēadas
                                Sem critério e sem ética
                                Em que vaidade e estética
                                Sćo muito mais que louvadas.

                                Nćo se vź forēa poética
                                Nem projeto educativo.
                                Um mar de vulgaridade
                                Jį tornou-se imperativo.
                                O que se vź realmente
                                É um programa deprimente
                                Sem nenhum objetivo.

                                Talvez haja objetivo
                                professor, Pedro Bial
                                O que vocźs tćo querendo
                                É injetar o banal
                                Deseducando o Brasil
                                Nesse Big Brother vil
                                De lavagem cerebral.

                                Isso é um desserviēo
                                Mal exemplo ą juventude
                                Que precisa de esperanēa
                                Educaēćo e atitude
                                Porém a mediocridade
                                Unida ą banalidade
                                Faz com que ninguém estude.

                                É grande o constrangimento
                                De pessoas confinadas
                                Num espaēo luxuoso
                                Curtindo todas baladas:
                                Corpos belos na piscina
                                A gastar adrenalina:
                                Nesse mar de palhaēadas.

                                Se a intenēćo da Globo
                                É de nos emburrecer
                                Deixando o povo demente
                                Refém do seu poder:
                                Pois saiba que a exceēćo
                                (Amantes da educaēćo)
                                Vai contestar a valer.

                                A vocź, Pedro Bial
                                Um mercador da ilusćo
                                Junto a poderosa Globo
                                Que conduz nossa Naēćo
                                Eu lhe peēo esse favor:
                                Reflita no seu labor
                                E escute seu coraēćo.

                                E vocźs caros irmćos
                                Que estćo nessa cegueira
                                Nćo faēam mais ligaēões
                                Apoiando essa besteira.
                                Nćo deem sua grana ą Globo
                                Isso é papel de bobo:
                                Fujam dessa baboseira.

                                E quando chegar ao fim
                                Desse Big Brother vil
                                Que em nada contribui
                                Para o povo varonil
                                Ninguém vai sentir saudade:
                                Quem lucra é a sociedade
                                Do nosso querido Brasil.

                                E saiba, caro leitor
                                Que nós somos os culpados
                                Porque sai do nosso bolso
                                Esses milhões desejados
                                Que sćo ligaēões diįrias
                                Bastante desnecessįrias
                                Pra esses desocupados.

                                A loja do BBB
                                Vendendo só porcaria
                                Enganando muita gente
                                Que logo se contagia
                                Com tanta futilidade
                                Um mar de vulgaridade
                                Que nunca terį valia.

                                Chega de vulgaridade
                                E apelo sexual.
                                Nćo somos só futebol,
                                baixaria e carnaval.
                                Queremos Educaēćo
                                E também evoluēćo
                                No mundo espiritual.

                                Cadź a cidadania
                                Dos nossos educadores
                                Dos alunos, dos polķticos
                                Poetas, trabalhadores?
                                Seremos sempre enganados
                                e vamos ficar calados
                                diante de enganadores?

                                Barreto termina assim
                                Alertando ao Bial:
                                Reveja logo esse equķvoco
                                Reaja ą forēa do mal.
                                Eleve o seu coraēćo
                                Tomando uma decisćo
                                Ou entćo: siga, animal.

                                FIM
        
Autor: Antonio Barreto, Cordelista natural de Santa Bįrbara-BA, residente em Salvador.
Salvador, 20 de fevereiro de 2011.