sexta-feira, 8 de julho de 2011

Epifania


                                               É epifania....?

Eu cisnei negra
Ontem cisnei branco
Hoje não preciso dos homens
Este tem sido  meu hino
Mas eu não preciso
Eles são apenas meu complemento
Tão jovem senti o véu da loucura tocar suavemente meu rosto
Mas quando olhei no espelho era vidro
E me cortava
Jorrava sangue eu me esfregava ao chão saboreando

                                                                     Minha dor
                                                                              Eu senti o sabor do meu sangue
E este sabora não se esquece
                                            Hoje quando vejo ferir
Sei do cheiro
                             E sei fugir.

Homens querem sangue?
Não eles apenas sabem do segredo
Eu não sabia.
Eu só tenho agradecer a todos eles
Hoje vivo em sua companhia e os amo
Meus homens todos meus queridos, amigos.
Eles que me ensinam tudo que apenas um homem pode ver
E tiram as mascaras da minha fragilidade feminina

Mas quando vêem o quanto realmente aprendi
Fogem
Mas dái, ficam apenas os mais fortes como eu.
De tanto sangrar, de mês em mês
De ver jorrar no chuveiro, nos modes, na cama

E até muitas vezes no sexo dos homens que não resistem e mesmo assim me querem, sangrando...

                                 Esse meu sangue que todo mês me enoja, e me excita

Tenho certeza que seus olhos de leitor agora sentem medo
Mas também sentem tezão.
Talves você não me queira ver sangrar
Mas este meu sangue já se tornou meu corpo nu.
Que você pode, mas não pode, quem sabe uma dia...nunca terá.
Este corpo é só meu.

Se eu algum dia lhe doei
Foi por prazer
Agora não me venha lembrar das putas!
Eu já disse que agradeço a elas, e tenho muito a aprender

Cisnei branco...Cisnei branco suja-se facilmente
O negro, é muito fácil enganar, de longe nem percebemos se esta sujo ou  não.
Mas o empata um cisnei branco púrpuro e um cisnei negro brilhante
Assom deixo viver em mim, os dois cisnei

                                                                                Hoje?Cisnei negro

Estou em meus pedaços, aqui no meu quarto juntado os cacos de mim
Mas sorrindo....enão estou sangrando...Pego cada caco com a pinça, que a minha mãe me deu...Essa pinça sempre esta comigo quando eu fico em pedacinho cortantes...
Dessa vez, você ouviu o barulho la de cima e desceu me ajudar a catar
Eu não te dei a pinça....e você morreu,
A pinça é só minha, eu não chamo ninguém pra catar meus pedaços
Seria estranho ela pegar os pedaços da perna, ele pegar os pedaços do braço

Como não sabem nada de mim, poderiam trocar os pedaços
Só eu sei de cada caquinho...
Apenas  hoje, quando cisnei branco me vi...achei que estava no palco, eu e Tchackosvik me senti, brilhei e reluzi

Senti o mundo em mim, mas era apenas a platéia, e ali não estava nem uim terço da cidade.



Eu, dancei e achei que o mundo era pra mim
Eu me vi no palco sozinha, e não senti a falta da tua companhia
Nem de aplauso,.,,,eu sou um poeta louco e só, e só
E só, e só.......a loucura é que e basta a mim, meus cacos...eu tenho muito o que fazer são tantos pra pegar

Eu sei que o mundo assiste, mas sei que eu vejo o mundo, e que nunca é todo mundo, é sempre um pedaço
Eu não posso ver o mundo
Eu não posso ver todo mundo
A minha visão cessaria
Eu enloqueceria se veria
Pois não faz parte da minha missão
Alias, dos meus sentidos tão reduzidos

                                                                         Esta é a cisnei branca.
Agora venho lhe dizer
Que o mundo é meu e vc não tem que querer
Duas dentro de uma mulher]
Uma diz direita outra diz esquerda
Mas as duas dizem O MUNDO É MEU

Uma logo se afaga no primeiro braço que ver
E diz que o mundo não é assim tão grande e se fosse não poderia ver
A outra...a outra?Que hoje sou eu, que estou agora?
Esta diz que o mundo inteiro é dela e pronto, ninguém tira, e se morrer
Poderá atravessar cada continente num passo
Aos gritos berra entre os crentes
Se o céu for um jardim...O Deus como mente!
O céu é o unverso inexplorado da minha insensatez
Eu quero o orgamo dos porcos...
Totalmente sozinha
Eu seguro minha loucura
Aprendi....que quando a onda vem tenho que surfar
E a loucura mando ficar, eu não só enfrento como gozo e me aproveito dela
Antes sentia medo, agora enfrento, olha ela aqui traduzida em desejos
Eu não sou rivotril...acordo alguns dias lexapro]
Mas sou eu, mesmo com toda esta química
Eu sou cada pedaço que só eu sei pegar do chão
Estae vaso de porcelana viajou no tempo, virou de barro, e se o quebro?Agua o torna vivo de novo, e pra cada pedaço que perdo, eu pego mais barro e remonto, desmonto, eu juro que tanta loucura só pode servir em mim.
Ontem ele me disse que de todos aqueles no bar
Eu ganhei em loucura
Ele me disse também que isso era estranho
Eu lhe falei que ele ñão agüentaria comigo
Ele sentiu o nó, dizendo que eu despertara o havia de ruim nele
Eu disse que ele apenas conhecera o que havia de negro em mim
Subi nas cadeiras e voei, voei, cisnei negr dá seus passos lento
Sem pedir compaixão, nem esperando milagres,
Cisnei negro apenas quer prazer
Quer te ver sofrer, não fazer sofrer...porque ainda nela vive o branco.

3 comentários:

  1. uooooow, que viagem foi ler isso de uma vez, como um grande gole num copo dágua, sedento somos minha amiga poeta, cisne branco-cinza-negro... penso comigo: há ainda tantos outros matizes...

    d+
    bj

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  2. uooooow, que viagem foi ler isso de uma vez, como um grande gole num copo dágua [2]

    Parabéns, Mel! Ótima poesia... transmite muitas sensações...

    Beeeijos!
    http://lepetitkawai.blogspot.com/

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